Até Beiriz pelo Estádio do Dragão

quarta-feira. olhos piscos da digestão do almoço. corrida de metro até ao estádio do dragão. luta contra os ponteiros do dia. estou a apreciar as linhas de comboio em campanhã, quase-quase a cortar a meta. três miúdas passeiam como se não houvesse amanhã pelos corredores da minha carruagem no metro. conversam com dúvidas em todo o vocabulário. decidem quebrar as suspeitas comigo.
‘estamos bem para beiriz?’
(se esta fosse a minha dúvida, não só corria pelos corredores de todas as carruagens do metro, como enfiava as mãos nos cabelos e apertava-apertava-apertava)
‘estão precisamente no sentido contrário’.
caras esbugalhadas de pânico.
‘calma, não é o fim do mundo’.
(isto de ter ultrapassado a barreira dos 30 dá-me charme às emoções)
‘saem no estádio do dragão e vão para a linha oposta’.
desfazem-se em obrigadas. suspiros de quem se livrou da maior desgraça do mundo.
eu rio, elas sorriem. eu corto a meta. elas ainda hão-de cortar.

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