do hamburger

Entre um hamburger no meio de duas fatias de pão, borratado de mostarda ou ketchup, ou uma bola de berlim, eu prefiro – sem sombra de dúvida – uma bola de berlim. primeiro porque tem um cheiro, vá lá, fofinho, e depois, o risco é menor de proporcionar nódoas para a prosperidade. Se viajamos numa carruagem do metro tripeiro apinhada de gente, e vamos com o nariz quase colado à marmita do vizinho, a tragédia é inevitável. Foi a isto que assisti – um hamburger a saltar para o abismo do decote da senhora nos 50 anos. A senhora agitada pela viagem, segura pelo rabo, com as mãos atrapalhadas em sacas, ficou abananada com o pedaço de carne na sua carne. O jovem, relutante, desculpava-se, entre o remorso de ter perdido um hamburger e a hesitação de lhe chegar um guardanapo. Limpar as nódoas no epicentro de um decote? Apetecível, mas incorrecto. Sacas para um lado, a mulher safa-se como pode, e o jovem amassa tudo para o lixo. Hamburger no metro? Não, obrigada. Fica para a próxima paragem.

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