Das línguas e das cores

há um grupo de pessoas que se apodera do quadro com as informações sobre horários e zonas no metro. falam alto. ainda não os tinha visto da escada rolante e já imaginava o cenário: espanhóis, histéricos. aproximei-me do quadro, porque queria saber uma informação. mas esses espanhóis, desde há três séculos que nos querem à força – seja terra, mar, ou o quadro com as informações sobre as linhas do metro. de rompante olham para trás. deparam-se com o meu olhar intrometido, à espera de uma oportunidade de me infiltrar naquela tertúlia sobre para onde vai este e aquele metro. fui presa fácil. apontaram-me os canhões das perguntas: quero ir para aqui, como faço? [sempre em espanhol, claro!] e eu, em português [sempre, claro, por patriotismo, apenas]: é assim, assim, assim. uma verdadeira professora, apontar para o esquema do metro, a explicar tudinho. os ‘ muchachos’ na casa dos 50 anos foram embora e nem um ‘gracias’. bem posso viver sem ‘gracias’. não o fazia na terra deles, e ainda bem que houve um 1º de Dezembro e o grupo dos Quarenta Conjurados.

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