feminismo, mulher, ser humano

Indignação sobre o acórdão machista

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Fomos surpreendidos pelo acórdão de um juiz do Tribunal da Relação do Porto que iliba um homem de violência doméstica, justificada pelo adultério da mulher. Lê-se no processo: “O adultério da mulher é uma tentado à honra e dignidade do homem”. O tribunal considera “compreensível” a violência por parte do homem que foi “vexado” e “humilhado” pela mulher adúltera. Mais: o juiz vai buscar a punição moral descrita na Bíblia para pregar o seu ralhete à mulher vítima de violência doméstica.

A indignação é geral e a UMAR – União das Mulheres Alternativa e Resposta – não perdeu tempo a culpabilizar juristas responsáveis pelas vidas das pessoas que por serem retrógradas e moralistas contribuem para a evolução negativa das sociedades.

Tudo naquele documento do tribunal é aberrante: culpabilizar a mulher adúltera, justificar a violência, ir buscar o moralismo da Bíblia e o Código Penal de 1886.

Quando pensámos que ultrapassámos as piores atrocidades do mundo feminino, ainda é preciso ser ainda mais feminista, elevar mais a voz, porque, o machado está lá, pronto a ser utilizado, por qualquer um, pior: por aquele que deveria proteger e não julgar ao desproteger.

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