EVERY GIRL

Every Girl é o nome de um futuro livro e também um movimento internacional que pretende abraçar todos – mulheres, homens, meninas e meninos. No Every Girl são contadas histórias da infância de mulheres de todos os países. Sim, isso mesmo, de todo o mundo!

A ideia é aconchegar culturas, aproximar histórias e partilhas de pessoas diferentes, mas iguais.

A ideia partiu de uma menina do mundo chamada Claire Read. Já conta com inúmeras ajudas e voluntários que acreditam que através de histórias contadas às crianças sobre as diferenças culturais de cada país, essas diversidades enraízam-se do modo mais positivo.

Aliado a esta ideia genial e bestial está um acto solidário: 25% dos lucros do Every Girl vão para a www.salamuk.org, uma associação de apoio a refugiados, que dá voz à fragilidade das crianças e se preocupa com o empoderamento feminino.

Vamos ajudar? Visitem: https://www.iameverygirl.org/about

E CONTRIBUAM!

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Da solidariedade

Há quase duas semanas o impensável aconteceu. Em 2017 pessoas morreram carbonizadas numa estrada nacional num país desenvolvido. O coração minga perante estas tragédias, fica pequeno de triste, molhado de tantas lágrimas. É inevitável pensar na vida – num momento estamos cá a aproveitar a família, os amigos, o trabalho, as férias, a saúde – e no momento seguinte, perdemos tudo. Perguntas assolam a mente: o que sentir, o que pensar, vasculhamos o sentido da Fé. Penso que a melhor homenagem que podemos fazer aqueles que partiram é elogiar a vida, prosseguir o caminho com esperança e perseverança. Sobretudo com amor. Portugal tem gente que sabe erguer. Tem gente que sabe dar a mão. Perante o drama soubemos dar voz à corrente da solidariedade ao ligar inúmeras vezes o 760 e/ou comprar bilhete para um concerto que reuniu centenas de profissionais em nome da palavra Ajuda. Agora é preciso manter a força no coração e manter a solidariedade. A solidariedade é para todos os dias. O amor também. Assim, fazemos um mundo melhor. Assim, vivemos.

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A cusquice dos olhos no jornal do vizinho

Gosto muito da cusquice dos olhos no livro, jornal, telemóvel ou computador do vizinho do lado.

É inevitável. Sentámo-nos e se o vizinho do lado estiver agarrado a qualquer um daqueles objetos, os nosso olhos ganham personalidade coscuvilheira. Curiosidade, interesse, cusquice? Não sei. Se enfiámos as mãos no colo, se o lado da janela está ocupado, para onde se dirigem os olhos? Para aquela página do jornal que contornamos até poder ler o título todo, numa espécie de coreografia que ganha velocidade à medida que a pessoa na posse do jornal se apercebe, e faz de tudo para nos dificultar a tarefa.

E nós versus eles, enterramos ainda mais os olhos, ao desafio, e neste ponto, de um zás brusco, pumbas, o vizinho muda a página, a mostrar mau génio. Pior: fecha-o, guarda-o. Como quem diz: este jornal é todo meu, se quiseres compra o teu.

Se enfiámos as mãos no colo, se o lado da janela está ocupado, para onde se dirigem os olhos? Para aquela página do jornal que contornamos até poder ler o título todo, numa espécie de coreografia que ganha velocidade à medida que a pessoa na posse do jornal se apercebe, e faz de tudo para nos dificultar a tarefa.

Da alegria

Se queres ser alegre, faz uma viagem de metro. A senhora do lado muito espevitada, sorri de uma orelha á outra. Tem uma amiga que condiz com a alegria dela. É impossível dormir na primeira hora do dia, no aconchego do banco no metro.

o que é preciso é alegria e força no pau

O quê? Parou tudo!
Acordámos todos, assim, em sobressalto. Aquilo não foi uma frase, foi um comprimido esctasy no ouvido. Pow. Logo de manhã, quando ainda estamos como os gatos a lamber os olhos. Espero encontrá-las novamente. Porque gente boa sorri. E faz sorrir.

 

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