O som que o metro faz ao chegar

O Porto foi considerado, uma vez mais, o melhor destino europeu, e o sol regressou ao céu, em esplendor. A acompanhar a farra destes dias que eleva o sentimento tripeiro assiste-se à mudança de humor nas pessoas que levam a vida pelo metro. Se antes, em tempo de chuva, as caras acabrunhadas passeavam-se em silêncio; hoje as portas do metro rangem novamente. Assim como, penso, os versos da Ana Luísa Amaral. ‘O som que os versos fazem ao abrir’, escreve a poeta. Quer-me parecer que o som será idêntico, de felicidade pardacenta. Como o Porto. Sempre na sombra de um sol deslumbrante, ‘a moer um sentimento’. Não é assim?

Anúncios