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Carta da Compaixão – uma carta que une religiões numa iniciativa internacional

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Carta da Compaixão é um documento elaborado por personalidades religiosas de praticamente todo o mundo, e surge no âmbito de uma iniciativa internacional que pretende alertar para a necessidade de entender o próximo.
Ideia lançada em Fevereiro do 2011 por Karen Armstrong, uma ex-freira católica que se tem dedicado ao estudo das religiões monoteístas, a Semana da Compaixão iniciou-se em Dezembro de 2012 com a revelação da Carta da Compaixão.
Em Portugal, o ponto alto das celebrações aconteceu numa cerimónia que reuniu ateus, agnósticos e representantes das várias religiões e credos.
Durante uma semana, nos templos das várias confissões religiosas, desde católicos a hindus, passando por budistas, muçulmanos, baha’is, ismaelitas e judeus, ocorreram homilias, sermões e alocuções em que o tema central vai ser a compaixão, esclareceu, na ocasião, à comunicação social, Abdool Vakil, que chefia a comissão portuguesa para a Carta da Compaixão.
Abdool Vakil integra a European Muslim Network, um grupo de reflexão a nível europeu que aderiu à iniciativa lançada por Karen Armstrong e que conta com o patrocínio do Dalai Lama.

Se quiseres assinar a Carta da Compaixão e ficares mais envolvido nesta iniciativa que é do Mundo clica aqui.

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ser humano, solidariedade

Feliz Ano Novo!

Recebemos este natal, cá em casa,  uma mensagem dos nossos amigos, Liliana (blogger Essência dos dias) e Albano,  para encaixar na vida, no coração e em 2018 para sempre. Está aqui tudo. Obrigada. Feliz 2018! Foco, força, fé. bty

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Crónica, Media, ser humano, solidariedade

Dar voz às realmente raríssimas

Vamos deslindar sentimentos.

Vamos separar águas.

Vamos superar a fúria.

Exercícios difíceis para quem se deparou com a vergonha do desvio de dinheiro público e donativos na raríssimas. De uma associação, ainda para mais designada IPSS, espera-se seriedade, trabalho, muita responsabilidade, muito empenho, sobretudo, muito respeito pelas pessoas, que em dificuldade, dependem da instituição.

Como em tudo na vida, existem profissionais bons e maus, colegas bons e maus, pessoas boas e más. Existem IPSS boas e más. Urge o desafiante exercício de saber em quem confiar, onde depositar o sacrifício do voluntariado e do donativo.

Ponhamos em prática a frase batida: não julgar o todo pela parte.

Abençoado jornalismo, ainda vivo, ainda a respirar que deu a conhecer à sociedade civil o escândalo ‘raríssimas’, longe de estar concluído, e não sejamos ingénuos: a ponta do icebergue do que existe por aí.

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criança, Literatura, livros, ser humano, solidariedade

‘que luz estarias a ler?’

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Que luz estarias a ler? é um livro escrito por João Pedro Mésseder e ilustrado por Ana Biscaia. É um conto real para adultos e crianças. Eu li à minha filha de 6 anos. No fim pedi-lhe que sempre que tivesse uma reclamação a fazer pensasse no nome Aysha.

Ia o mês sete e oito de 2014 quando as bombas israelitas mataram crianças palestinianas numa escola na faixa de Gaza. A história pela pena de Mésseder e o olhar do desenho da Ana Biscaia conta este momento trágico na frágil história da Humanidade.

Aysha uma menina palestiniana que via nos livros uma luz que a distraia no som da sirenes, das bombas, dos humanos aflitos. Ela e os amigos liam histórias, aliviavam o sofrimento em páginas de livros da escola. Naquele dia em que a escola de Aysha foi bombardeada, a menina perdeu o melhor amigo, Kalil.

Aysha pergunta ‘que luz estarias a ler?’ quando o amigo Kalil perdeu a vida no meio de uma batalha de governantes.

Há aqui uma metáfora entre a literatura e a realidade das coisas. Para quem ainda se pergunta para que servem os livros, respondo: para isto mesmo, uma luz que nos distrai da sombra dos dias.

A cada reclamação, um nome: Aysha.

 

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ser humano, solidariedade

O fogo que apagou vidas e não se deixa apagar

Há metros de histórias mais felizes do que outros, e eu prefiro sempre contar aquelas histórias que por serem de sorriso tão aberto nos levam à lágrima funda.  Hoje, venho desabafar umas palavras tristes.

Este ano Portugal viveu verdadeiros desastres florestais, fogo que apagou mais de uma centena de vidas e deu cabo do ambiente. É inacreditável que em escassos três meses o fogo ganhasse tantos hectares de território.

Em Junho defendi a ministra com a pasta com estes assuntos. Acho que a demissão não é uma solução, mas um acrescento ao problema. À primeira tragédia um ministro tem de mostrar o que vale e arregaçar as mangas. Em Pedrogão dei o benefício da dúvida de quem nos governa. Mas é negativamente estupendo como é que uma tragédia destas assola novamente um país tão pequeno como Portugal no hiato de escassos meses. A culpa não é desta ministra – diretamente abordando a questão.

As causas estão muito lá trás na falta de ordenamento do território, nos interesses industriais e mesmo políticos, da aposta em áreas imensas de eucaliptos, na falta de apoio do Estado a corporações, falta de formação, falta de investimento em postos de vigia – os especialistas vão dando dicas.

O que mais dói é a ligeireza no trato, no discurso, na falta de responsabilização. Conferências de imprensa sem humanidade nas palavras. Perderam-se vidas, uma que fosse, seria sempre trágico. E a procissão continua, e parece que nada muda. Não há evolução. São publicados relatórios onde se confirma o falhanço das autoridades máximas, o problema persiste, e nada avança, como se o povo, nós, não tivéssemos voz.

Façamo-nos ouvir.

 

 

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EVERY GIRL

Every Girl é o nome de um futuro livro e também um movimento internacional que pretende abraçar todos – mulheres, homens, meninas e meninos. No Every Girl são contadas histórias da infância de mulheres de todos os países. Sim, isso mesmo, de todo o mundo!

A ideia é aconchegar culturas, aproximar histórias e partilhas de pessoas diferentes, mas iguais.

A ideia partiu de uma menina do mundo chamada Claire Read. Já conta com inúmeras ajudas e voluntários que acreditam que através de histórias contadas às crianças sobre as diferenças culturais de cada país, essas diversidades enraízam-se do modo mais positivo.

Aliado a esta ideia genial e bestial está um acto solidário: 25% dos lucros do Every Girl vão para a www.salamuk.org, uma associação de apoio a refugiados, que dá voz à fragilidade das crianças e se preocupa com o empoderamento feminino.

Vamos ajudar? Visitem: https://www.iameverygirl.org/about

E CONTRIBUAM!

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gente do porto, ser humano, solidariedade

O pedido

Todos os dias há um pedido. Uma cara anónima que encontra no meu olhar o conforto suficiente para pedir o pão, uma moeda, as fraldas do bebé, uma sopa. Primeiro desconfiamos, julgamos o aspeto, o cheiro, se fala verdade, se fala mentira. Ficamos perdidos a boiar na mente escura: ‘ajudo, não ajudo’.’ Onde estão os que devem ajudar, o Estado?’ Depois chega a filosofia, a consciência:’ amanhã posso ser eu, posso precisar de ajuda’. Quem disse: um homem só deve levar a mão a outro se for para ajudar?

Sempre um pedido. Uma moeda que se pede. Uma mão que se estende. Na rua. No metro. Hoje essa mão veio de um senhor de idade para lá dos 60 anos. Homem asseado, eloquente, cabelo branco, pele limpa. Mas. Mas com os olhos envidraçados, a brilhar, a estender a mão, à procura de uma moeda que o ajudasse. Que o salvasse. Porque ‘era o comer, era a botija de gás’.

Da boca saíram-lhe um rol de males. Que vem desde trás. ‘O divórcio, o diabetes, os ossos, a construção civil, amputação dos dedos, o comer que tinha que ser especial – os diabetes’, dizia.

Dizia ainda: ‘a reforma por invalidez que chegou tarde, o dinheiro da reforma por invalidez que demora a chegar’.

A Segurança Social? ‘Meteram-me numa instituição para toxicodependentes. Não me adaptei aquele ambiente, pedia à doutora para me tirar de lá, estava a ficar com a saúde pior. É melhor a garagem de um amigo’.

O centro de Saúde? ‘Gasto muito em medicação’. Passo dias nos hospitais’.

Sou uma centelha. Não passo disto no mundo. Podia fazer mais, mas também podia fazer menos. Não fui em nenhuma missão, não faço parte do grupo de corajosos que dão a vida na Síria para resgatar inocentes ao Daesh. Sou pequena, por isso, decidi meter-me nesta missão invisível e pequena de responder aos pedidos. Para sim ou para não. Mas responder. À minha proporção.

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